Há muitos anos escrevi um texto sobre as mãos, mas não sei onde é que foi parar. Tento aqui relembrar o que escrevi.

Mãos me fascinam. São elas que tocam as coisas, acariciam, afagam. Transmitindo nossas energias em tudo o que dedilham. Com as mãos escrevemos – e tangibilizamos nossos pensamentos, no papel, no celular ou no computador. Com as mãos tocamos os instrumentos – e reproduzimos infinitas músicas que acompanham e alegram a vida dos seres humanos. Com as mãos, médicos operam e salvam a vida de pessoas. Com as mãos nos banhamos e purificamos nosso corpo. Com as mãos falamos o que vai além da voz, transmitindo melhor pensamentos e sentimentos. Mãos são mágicas, misteriosas e poderosas.

As mesmas mãos que têm esse poder benéfico também sabem fazer horrores, como puxar gatilhos de armas de todo tipo. Ou colocar dedos em riste para julgar e denunciar pessoas. Ditadores, nazistas e fascistas são mestres nessa técnica. As mesmas mãos que tanto amam e acariciam, as vezes também são as mãos que matam, vidas ou esperanças.

Um dia o homem vai compreender que as mãos são as portas do cérebro e da alma. E que são capazes de abrir o canal para milhões de energias que conhecemos e outras que ainda nem conhecemos ou dominamos com presteza. Se a mente estiver voltada para fazer o bem (ou pelo menos não fazer o que não se desejaria para si mesmo), passaremos a viver num mundo cada vez melhor. Transmitindo o que há de melhor em nós: curando, pacificando e gerando o calor do amor onde quer que toquemos. Tenho fé que chegaremos lá.

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