Não precisa ser senil, doente, carcomido, com pé na cova, como Tancredo.

Não precisa ser jovem, arrogante, intrépido, tresloucado, como Collor.

Não precisa ser ex-operário, como Lula.

Não precisa ser doutor, como Fernando Henrique.

N!ao precisa ser mentecapto, como Dilma.

Basta ser honesto. E ter uma visão simples do que é um país e do que é planejamento.

Uma pessoa que tenha consciência do que é impactar a vida de 208 milhões de pessoas, brasileiros.

Além de honesto, claro, íntegro e ético. Sei que é difícil – mas não impossível. Há de existir alguém assim em que se possa votar.

Que tenha consciência de que não existe dinheiro público.

Existe nosso dinheiro, depositado em absoluta confiança, na forma de impostos. Dinheiro impositivamente depositado. Para benfeitorias e serviços a favor de nós, cidadãos. Não para falcatruas e maldades, como se diz, tucanando o sentido do que hoje é a corrupção desmesurada.

O servidor público é isso. Um prestador de serviços. Um servidor dos contribuintes todos. Não há dinheiro público, repito. Há gente paga para nos servir com o nosso dinheiro. Nas nossas prioridades de vida. Em prioridades que o setor privado não tem interesse porque não há retorno garantido, ou não há forma de lucrar: saúde, educação e segurança.

Quero um presidente que sirva. Que saiba ser um servidor público. Que sirva para nós.

Não quero partidos, partidos partem. Quero uniões. Quero a união dos brasileiros. Quero um presidente que nos una, que faça a convergência das ações governamentais para o centro das necessidades fundamentais que nós, 208 milhões de pagadores compulsórios de seus serviços, temos.

Quero um presidente que entenda mais de serviços – e menos de política e de partidos.

Quero, talvez, uma quimera num país que nunca teve isso. Mas quero.

Quero votar em alguém decente. Eu e 208 milhões de brasileiros. Não queremos mais políticos, nem partidos: queremos um brasileiro, presidente, que nos sirva e que seja nosso servidor.

Queremos dar adeus a tudo que já fizemos, a todos os candidatos em que já votamos, por não ter outras opções.

Não queremos mais votar em candidatos que são os menos piores, para evitar que o pior candidato venha a ganhar as (próximas) eleições. Estamos cansados disso que dá um ar de ser democracia e que se transforma numa imposição de regras democráticas. Que tolhem nossas opções, no fundo e na essência.

Queremos votar nos melhores candidatos. Nos mais inteligentes. Nos mais perspicazes. Naqueles que verdadeiramente têm um plano consistente, congruente, honesto, para um país de 208 milhões de pessoas e milhares de necessidades básicas ainda não preenchidas.

Queremos votar em alguém que possamos amar, porque é bom, porque é do bem, tem boa índole – e que não precisa do poder, do enriquecimento pessoal (ilícito), para se sentir feliz e realizado. Alguém que acredite no brasileiro e na sua capacidade de realizar e de fazer acontecer. Alguém que acredite em nós, cidadãos honestos, trabalhadores, geradores de riquezas, pagadores de impostos, antes de qualquer propósito ou significado. Pagamos porque somos honestos, Ou, na pior hipótese, somos compulsoriamente cobrados.

Alguém que tenha um plano concreto para nosso país,  para os próximos 20 a 30 anos – e que caminhe nessa direção. Alguém que coloque nos postos chave das principais empresas, órgãos, ministérios, as pessoas mais tecnicamente competentes. que possam beneficiar as empresas e a população a que atendem. Alguém que não venda cargos em troca de favoritismos e benesses pessoais.

Queremos um presidente, se você não quer, ao menos eu quero. Alguém que “presidencie”, que dirija o país, de fato. Não queremos candidatos a presídios. Presidir tem outro sentido, muito diferente.

Deve haver um candidato possível em 208 milhões. Vamos procurá-lo e votar nele. Vamos rejeitar toda a caterva que está aí, de plantão. Principalmente os das pesquisas dos Datafolhas da vida. Esses são os de sempre: são os coronéis arautos da corrupção, da política tradicional, dos conchavos, dos conluios, das falcatruas, das coisas combinadas às escusas, na calada da noite. Ao tal presidencialismo de coalização, que reparte o poder para cupinchas para garantir o próprio poder.

Queremos um presidente que ponha sua cabeça no travesseiro e acorde amanhã mais íntegro que na noite anterior. Sem medo de ir para a prisão, ser deposto ou algo assim. Queremos um presidente amado. E que nos ame, ao menos um pouquinho, enquanto cidadãos. Ou que nos considere, enquanto seres humanos, merecedores de ao menos um pouco de dignidade de vida.

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