Sou a favor de um teto para impostos.

E tenho vários motivos para isso.

Imposto é algo que se impõe na nossa vida. Basta existirmos e – para consumirmos o que quer que seja – temos de pagar impostos. A coisa se tornou absurdamente natural. Impostos fazem parte do nosso cotidiano, queiramos ou não, tenhamos consciência ou não.

O absurdo maior é o montante de impostos que se paga ao consumir. Fui comprar um vinho no supermercado (agora há uma lei que obriga o vendedor a discriminar o montante de impostos sobre a venda) e a etiqueta me dizia que 76% do preço era de impostos. Assim como a bebida tem 76% de impostos, diversos outros itens que consumimos tem impostos inimagináveis. Carros, por exemplo, tem o preço dorado em função dos impostos (veja). Ou seja. quando você compra um carro, dá um carro de presente para o governo. Quando você compra um simples vinho ou uísque, dá 3 vinhos ou uísques para o governo.

Por tudo isso, acho que deveria haver um teto para os impostos. Exemplo: 20% no máximo.

O motivo é simples. Seria uma contribuição para se prestar serviços essenciais para o coletivo (segurança, saneamento, educação e etc.)

O que não ocorre hoje.

Nosso dinheiro é usado para sustentar a propinocracia.  A propinocracia é regime instalado no Brasil desde 1987, da nova república. Que de nova, além de uma constituição cada vez mais conspurcada, teve o roubo do nosso dinheiro de forma sistemática e institucionalizada como seu maior ponto forte. A Lava Jato prova que vários contratos fechados com o governo, de milhões e mesmo bilhões (já nem interessa se é dólar ou real), foram superfaturados em dobro. Ou seja, a carga tributária podeira ser bem menor que 40% do PIB.

Então, tenho uma proposta concreta: reduzir a carga tributária em 1% a cada ano, nos próximos 20 anos, fazendo-a chegar a 20% do PIB, como nos tempos da inconfidência mineira. 39% em 2018, 38% em 2019 e assim sucessivamente. E que nenhum produto ou serviço possa ter mais que esse teto, de cada ano, de impostos.

Precisamos ter menos leis (o governo se mete em tudo e principalmente onde não precisa, atrapalhando a vida dos cidadãos e das empresas) e menos impostos (o governo cobra demais e não oferece uma contrapartida em serviços que justifique essa cobrança, empobrecendo a população e tirando a capacidade competitiva das empresas).

 

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